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sexta-feira, 16 de março de 2012

BH - Valor do aluguel de lojas na Savassi dobra em um ano


Lojistas reclamam dos reajustes impostos pelos proprietários antes da conclusão das obras de revitalização


FREDERICO HAIKAL
savassi
A praça em obras: os reajustes vieram antes dos benefícios da revitalização da Savassi


Depois de amargarem prejuízos desde março do ano passado, quando viram as vendas despencarem cerca de 50% devido às obras de revitalização da Savassi, os lojistas da região enfrentam agora a especulação imobiliária. Há casos em que o preço do aluguel das lojas mais bem localizadas, no entorno da praça, subiu 126%. Por causa dos aumentos, alguns comerciantes estão sendo obrigados a deixar a região.

Das 17 lojas que deixaram a região desde março de 2011, cinco fecharam as portas porque não conseguiram arcar com o reajuste no aluguel, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte ( CDL/BH).

“Sabemos que a maioria fechou por causa do baixo movimento de clientes causado pelas obras de revitalização. Ainda não concluímos o estudo, mas já detectamos que os preços dos alugueis estão obrigando os lojistas a mudarem de endereço”, afirma o diretor do Conselho CDL/ Savassi, Alessandro Runcini. O diretor da CDL, que também é proprietário de uma loja no Shopping 5ª Avenida, avalia que é normal o aumento do aluguel quando há a valorização do imóvel em função de melhorias urbanas. Entretanto, argumenta que reajustes superiores a 100% são injustificáveis.

“Também lamento que estes aumentos estejam acontecendo agora, momento em que as obras estão chegando ao fim e os comerciantes começam a reequilibrar seu caixa e rever os lucros”, afirma.


savassiAlessandro Runcini, da CDL/Savassi: "aumentos acima de 100% são injustificáveis" (Foto: Frederico Haikal)


Um dos estabelecimentos que deve que mudar de endereço, por causa do alto preço do aluguel, é o bar Koyote, que funcionou por mais de 15 anos na rua Tomé de Souza.De acordo com os donos, que não quiseram se identificar, as obras de revitalização prejudicaram o movimento do bar e o faturamento se tornou incompatível com o aluguel reajustado.

O responsável pela joalheria Alex Fantini, Geraldo Magela Silva, revela que o aluguel da loja, que era de R$ 1,5 mil até o final de 2010, passou para R$ 3,4 mil antes mesmo das obras começarem. “Reajustaram nosso aluguel em 126% antes de começarmos a usufruir dos benefícios da revitalização da praça,” reclama. A joalheria está localizada há 37 anos na avenida Getúlio Vargas. “Não há revitalização que justifique um aumento desta proporção”, disse Geraldo Magela.

O proprietário da Ótica Savassi, José Mendes Lakitini, é mais um lojista preocupado com o aumento do aluguel. Sem revelar de quanto foi o último reajuste, ele garante que hoje paga mais de R$ 2,5 mil pela loja de 40 metros quadrados. “Em novembro, nosso contrato vence. Espero que a proprietária leve em consideração que estamos no ponto há 22 anos sem atrasar o aluguel”. (JornalHojeEmDia-BH)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dicas de especialista para a valorização do imóvel

Ao investir no seu imóvel, o proprietário lucrará em conforto e em melhor resultado, no caso de negociá-lo


Divulgação/Imovelweb
Casa com jardim
Ambientes bem cuidados valorizam os imóveis
Nesta época de facilidades para compra de imóvel, o mercado de usados é beneficiado também pelo movimento de proprietários que negociam a antiga moradia para comprar uma nova. A infraestrutura existente no entorno da casa ou apartamento - tais como escolas, postos de saúde, supermercados, linhas de onibus e shoppings - é elemento de valorização que independe do seu dono. Porém, manter a habitação em boas condições de uso, e mesmo reformá-la de acordo com as tendências do mercado faz importante diferença, para maior, no caso da venda.
"A principal recomendação no que diz respeito a reformas é não fazer alterações com o objetivo de deixar o imóvel personalizado conforme os gostos pessoais. Imagine um imóvel com detalhes que remetem a animais, o que pode não agradar o gosto dos possíveis compradores. As reformas devem ter caráter funcional, ou seja, atender as demandas do mercado. Personalizar um bem deprecia o seu valor”, alerta Freitas, que também é diretor de Locações da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi).
No caso de negociação, cozinhas, garagens e banheiros amplos aumentam o lucro do proprietário, contudo, de acordo com o diretor de Condomínios da Primar Administradora de Bens, advogado imobiliário Carlos Samuel de Oliveira Freitas, nem todas as modificações influenciam de maneira positiva o valor do imóvel.
O especialista diz que custo, qualidade e utilidade são as três bases de sustentação de qualquer reforma no imóvel. As alterações não devem ter um custo alto comparado com o valor da construção, pois corre-se o risco de não conseguir recuperar o investimento. “A qualidade dos materiais utilizados também é fundamental. O ideal é pesquisar os preços e verificar a qualidade e procedência, evitando a compra de algo ruim, independente do valor. O serviço deve ser bem feito e a reforma deve ser realizada visando à utilidade”, observa.

De acordo com o diretor da carioca Primar - que neste mês inaugura filial na Barra da Tijuca, os cômodos mais importantes para a valorização do imóvel são a cozinha e o banheiro. Atualmente, diz ele, as casas e apartamentos novos não dispõem de grandes espaços, e muitos preferem imóveis com ambientes amplos.
“A cozinha é um lugar de integração, perfeita para as reuniões em família na hora das refeições. Por isso, cômodos com fácil passagem, superfícies resistentes e pisos e revestimentos fáceis de limpar são mais valorizados”, considera.

Os banheiros e os equipamentos, considera Freitas, também podem aumentar significativamente o valor de um imóvel. "Um banheiro no quarto principal e mesmo mais de uma suíte são considerados diferenciais. Esse ambiente deve ter um bom tamanho, com box e espaço confortável para o vaso sanitário. Vale investir nos encanamentos, porque mesmo não sendo visíveis, as boas condições da infraestrutura do imóvel são imprescindíveis. As banheiras contribuem para aumentar o preço do imóvel”, acrescenta.
Conforme o especialista, o acabamento deve ser de qualidade, com cores discretas e resistência. Ele diz que a cerâmica, granito ou madeira são os materiais mais indicados para o piso, enquanto o carpete não é recomendado, principalmente pelos aspectos de higiene e saúde. “A limpeza é outro fator que influencia na hora de comercializar o imóvel, podendo acrescentar uma boa porcentagem no valor. Um local limpo e organizado passa uma boa imagem e realça os pontos fortes da edificação”, destaca.
Em se tratando de casa, acrescenta o especialista, a garagem e a área externa também contam pontos na hora de vender ou alugar o imóvel. "No jardim, a grama deve ser aparada, árvores podadas, as flores bem cuidadas, e nada de deixar a horta cheia de mato. Quanto às garagens, os compradores apreciam as amplas, que acomodem, pelo menos, dois carros. O visual externo do imóvel tem que ser arejado e iluminado e a cor externa deve ser clara, aumentando as chances do negócio ser concretizado”, finaliza o diretor de Condomínios da Primar Administradora de Bens, Carlos Samuel de Oliveira Freitas.(Exame)
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