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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mais de 30% dos brasileiros estão mais à vontade para comprar casa ou carro


Mais de um terço dos consumidores (37%) se mostrou mais confiante agora, quando se trata de comprar uma casa ou um carro, do que há seis meses. Quando questionados sobre a sua confiança para comprar itens para a casa, como geladeira ou fogão, 50% se disseram mais confiantes.
De acordo com o INC (Índice Nacional de Confiança), divulgado nesta terça-feira (12) pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a parcela dos que se dizem um pouco e muito menos à vontade para comprar um carro ou casa ficou em 35% no mesmo período.
Já a média dos brasileiros que afirmaram se sentir um pouco menos ou muito menos à vontade para comprar itens para a residência agora do que há seis meses foi de 25%.
Região e classe social
Ao considerar as compras maiores, como as de um carro ou casa, a pesquisa aponta que a classe AB está mais à vontade, com 49%, contra 37% da C e 27% da DE.
A região Sul apresentou 58% da população declarando estar um pouco ou muito mais à vontade com as compras maiores. O Sudeste e o Nordeste ficaram com 37% e 33%, respectivamente, seguidos pela região Norte/Centro-Oeste, onde o índice ficou em 22%.
Já ao considerar compras de itens para casa, a classe AB foi novamente a que se mostrou mais à vontade, com 62%, seguida pela C (49%) e DE (36%).
Considerando a mesma compra, a região mais otimista em adquirir esses itens foi a Sul, com 67% dos entrevistados declarando estar um pouco ou mais à vontade para consumir. Na segunda posição ficou a região Sudeste, com 49%, seguida pelas regiões Nordeste e Norte/Centro-Oeste, com 46% e 40%, respectivamente.
Fonte: Infomoney

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Medicamentos: Procon-SP constata diferença de 2.766%

Foto: SXC
Pesquisa realizada pelo Procon-SP,  em farmácias e drogarias da capital e do interior, apontou diferença de 2.766% nos preços de medicamentos. Em um estabelecimento da cidade de  São Paulo, o medicamento genérico Diclofenaco Sódico (50 mg, 20 comprimidos) foi encontrado por R$ 0,90, enquanto em outra farmácia, o Voltaren, forma de referência do mesmo item, foi encontrado por R$ 24,90. Diferença de 2.766% entre os preços.

No interior paulista, a maior variação de preços entre medicamentos genéricos e de referência apontada por pesquisas realizadas pelo Procon-SP em 11 cidades do interior paulista, foi de 60,23%, registrada em São José dos Campos e a menor em Jundiaí, com 46,42% em média dentre as farmácias e drogarias pesquisadas.

Veja mais sobre o levantamento no site do Procon-SP.

Orientações ao consumidor

- Evite comprar ou adquirir medicamentos sem bula e sem embalagem (caixa);

- Antes de comprar o medicamento verifique o prazo de validade;
- Verifique se o número do lote, prazo de validade e data de fabricação constantes na caixa do medicamento são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos;

- Guarde sempre o medicamento em local seco, arejado e fora do alcance de crianças;

- Tenha cuidado especial com remédios de formato ou aroma atrativo às crianças (formato de bichinhos, cheiro ou gosto de chiclete ou bala etc.);

- Todo medicamento deve possuir o número de registro no Ministério da Saúde;

- A Anvisa determina que a venda de antibióticos deve ser feita com a apresentação de receita médica em duas vias, com validade de dez dias, a partir da sua emissão, conforme Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 20, de 05 de maio de 2011;

- A ação "Saúde Não Tem Preço", lançada no início deste ano, tem como objetivo disponibilizar gratuitamente medicamentos indicados para o tratamento de hipertensão e diabetes nas redes de farmácias e drogarias credenciadas no Programa “Aqui tem Farmácia Popular”. Veja informações no sitewww.saudenaotempreco.com;

- As drogarias e farmácias devem etiquetar o medicamento com o preço de venda ao consumidor, não podendo ultrapassar o PMC (Preço Máximo ao Consumidor) calculado de acordo com o disposto nas Resoluções nº 1, de 28/02/2011 e de nº 4 de 09/03/2011, da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), em 31/03 as empresas produtoras de medicamentos foram autorizadas a reajustar os preços dos medicamentos.

O que é um Medicamento de Referência?*


Medicamento de Referência é um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro, conforme a definição do inciso XXII, artigo 3º, da Lei n. 6.360, de 1976 (com redação dada pela Lei nº 9.787 de 10 de fevereiro de 1999).

A inclusão de um produto farmacêutico na Lista de Medicamentos de Referência qualifica-o como parâmetro de eficácia, segurança e qualidade para os registros de medicamentos genéricos e similares no Brasil, mediante a utilização deste produto como comparador nos testes de equivalência farmacêutica e/ou bioequivalência quando aplicáveis.

A Comissão de Medicamentos de Referência é um grupo de trabalho instituído pela Anvisa, com a responsabilidade de selecionar os medicamentos que serão incluídos na lista, avaliar as indicações propostas pelas empresas interessadas e revisar a Lista de Medicamentos de Referência, mantendo-a atualizada com os dados de registro e comercialização.  

O que é um Medicamento Genérico?*

Medicamento Genérico é aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica, apresentando a mesma segurança que o medicamento de referência no país, podendo este, ser intercambiável.

A intercambialidade, ou seja, a segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico, é assegurada por testes de bioequivalência apresentados à Anvisa.

*Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

** É permitido o uso deste material, desde que citada a fonte



sexta-feira, 11 de maio de 2012

10 dicas para comprar imóvel com segurança e responsabilidade

Bom senso, pesquisa e muito diálogo são essenciais para quem vai comprar um imóvel e não quer problemas.

Comprar um imóvel, seja na planta, pronto ou usado, requer do interessado muita pesquisa, visitas a inúmeros estandes de vendas, comparação e diálogo com parentes e amigos. “O pior negócio é adquirir uma unidade habitacional por impulso. Antes de tudo é preciso fazer as contas e ver se as prestações do financiamento cabem no bolso”, enfatiza João Crestana, presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

Mas não basta somente ter condições de pagar. O comprador deve também avaliar se o imóvel de interesse atende às suas necessidades de moradia, e se há no entorno do empreendimento escolas, hospitais, transporte público, dentre outros requisitos. “Visitar o local escolhido de dia e à noite também faz parte do processo anterior à assinatura do contrato. Não tenha pressa, porque, na média, o brasileiro compra dois imóveis durante a vida. Esse motivo já é suficiente para o consumidor ser cauteloso”, orienta o dirigente do Sindicato.

Não se pode esquecer também que em edifícios há o rateio de despesas entre os moradores e no momento de receber as chaves, existem despesas cartoriais e com a prefeitura.

Pensando no consumidor e em orientá-lo nesse momento decisivo, o Secovi-SP elaborou dez dicas fundamentais para uma compra segura e responsável. As informações são simples e de fácil entendimento. Confira:
10 dicas para ajudar a decidir responsavelmente a compra do imóvel com segurança

1) Decida-se pela região onde quer morar e, principalmente, quanto pretende e pode gastar com a compra do imóvel. Lembre-se: a aquisição da moradia é um dos passos mais importantes na sua vida e precisa ser dado com segurança, com muito debate junto ao cônjuge e filhos. Leve em conta as necessidades futuras da família.

2) Escolha o tipo de imóvel que pretende adquirir: usado, novo ou na planta.. Pense na metragem do imóvel, se quer casa ou apartamento (andar baixo ou alto, de frente, de fundo ou tanto faz), número de vagas de garagem, com ou sem varanda, ampla ou nenhuma área de lazer (piscina, salão de festas, jogos). Se escolher condomínio, pense até quanto pretende ou pode pagar de taxa de rateio de despesas.

3) Faça suas contas. A hora é boa também para pensar na melhor forma de financiamento. Com banco ou parcelado com a construtora durante o período de obras? Pretende usar recursos do FGTS? Se o imóvel for novo ou usado, há sempre a opção de obter financiamento bancário (os sites de vários bancos oferecem simuladores das parcelas do financiamento). Caso disponha de uma boa reserva financeira – ou algum bem que possa ser vendido, como carro – é possível utilizá-la na entrada da compra do imóvel.

4) Decidido, visite o local escolhido e verifique quais empreendimentos existem no local. Aproveite e analise a infraestrutura disponível na região, bem como os serviços oferecidos, como escolas, padarias, supermercados, farmácias, hospitais, linhas de ônibus e metrô próximos, parques e outras áreas de lazer. Visite o empreendimento durante o dia e, principalmente, à noite. Não tenha pressa. Vá a estandes de vendas, visite decorados, converse com corretores e pense muito, pois a decisão tem de ser responsável e exclusivamente da sua família. Depois de percorrer a região escolhida não tenha medo de expandir horizontes e procurar imóveis em bairros próximos. A internet também é uma ótim a opção para quem busca imóveis. Visite sites especializados na venda de imóveis, de imobiliárias, construtoras e incorporadoras.

5) Ao optar pela compra de um usado, seja firme com o corretor quanto às suas definições do tipo de imóvel. Dê preferência ao profissional que conhece o imóvel. Peça informações a ele antes de marcar a visita. Se estiver fora das suas especificações, não vá. Evite também ficar nas mãos de muitos profissionais. Prefira o sistema de exclusividade (em que o imóvel está disponível em apenas uma imobiliária).

6) Se o imóvel for novo ou na planta, usualmente o valor da comissão é cobrado separadamente do preço. Se o imóvel for usado, a comissão é paga pelo vendedor, mas saiba que caberá a você o pagamento da comissão proporcional ao valor do seu imóvel dado como parte do pagamento. Nesse momento é importante não se envolver emocionalmente com o dono do imóvel que vai comprar. Deixe que o corretor negocie.

7) Na hora de apresentar uma proposta, ponha-se no lugar do vendedor. Evite propostas absurdas, como descontos elevados, por exemplo. Se ele aceitar, deve haver algo errado. Certifique-se do que está e do que não está incluído no valor e converse abertamente, evitando constrangimentos futuros. Questione sobre aquilo que não entender e exija respostas claras e precisas. Muita atenção com os documentos do imóvel e do proprietário, que devem preferencialmente ser analisados por um advogado de sua confiança.

8 ) Ao escolher comprar um imóvel na planta, pesquise a história e a atuação da empresa construtora/incorporadora e, se possível, visite uma obra já entregue por ela. Peça uma cópia do registro da incorporação ao corretor e antes de assinar o contrato de Compra e Venda. Consulte o que diz a Lei 4.591/64 (Condomínios e Incorporações) e submeta-a a um advogado conhecido. Apesar de conterem basicamente as mesmas cláusulas, não é demais a análise de um especialista em mercado imobiliário. Acompanhe o estágio das obras por meio de visitas ao empreendimento ou pela internet. Muitas empresas oferecem o serviço em seus sites.

9) Programe-se. Os valores das prestações pagas durante o período da construção do empreendimento podem ser diferentes das parcelas de financiamento do saldo devedor. Atenção: até a entrega das chaves, o saldo devedor é corrigido mensalmente pelo INCC ou CUB. Após a entrega das chaves, você terá a opção de quitar a dívida, usar os recursos do FGTS para amortizar parte do valor – caso seja a aquisição do primeiro imóvel – e financiar o restante com o banco. Há taxas atrativas e prazos longos disponíveis no mercado. O fundamental, no entanto, é que a parcela – fixa ou reajustável – caiba no seu bolso.

10) Após a liberação do financiamento, a assinatura da escritura do imóvel e a entrega das chaves, o comprador tem de pagar o ITBI à Prefeitura e as taxas de registro cartorárias. Juntas, elas correspondem a aproximadamente 4% do valor de compra do imóvel. Programe-se e faça uma reserva financeira. Nunca deixe de registrar sua escritura no Registro de Imóveis, mesmo que não tenha contratado financiamento. Mais: quando receber o imóvel, leia as instruções de uso e o Manual do Proprietário para certificar-se das garantias da sua unidade. Os prazos legais são diferentes para os vários componentes.

Fonte: Portal VGV

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cidade de SP: imóveis com aluguel de até R$ 1.200 são os mais locados em fevereiro


O número de imóveis alugados na capital paulista em fevereiro foi 6,87% maior do que o registrado no mês anterior, revelou pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) divulgada nesta terça-feira (8). Os imóveis com aluguel de até R$ 1.200 tiveram a preferência, com 53,67% dos contratos.
Dentro desta faixa de valor, destacam-se as unidades com aluguel de R$ 401 a R$ 600, que registraram participação de 15,64%. Em seguida, aparecem imóveis de R$ 601 a R$ 800 , que representaram 11,68% do total de locações.
Valores
Não foram registrados aluguéis de até R$ 200, enquanto os de R$ 1.801 a R$ 2 mil registraram a menor representatividade, de 5,12%.
Devoluções e inadimplênciaAinda segundo a pesquisa realizada pelo Creci-SP, em fevereiro, os descontos concedidos pelos proprietários sobre os valores inicialmente pedidos pelo aluguel de seus imóveis variaram de 7,77% na zona E (Brasilândia, Campo Limpo, Cangaíba) até 10,38% na zona B (Aclimação, Alto da Lapa e Brooklin).
Já na zona A (Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros e Campo Belo) o desconto foi de até 9,54%, enquanto na zona C (Aeroporto, Água Branca e Bosque da Saúde), foi de 10,25% e na zona D (Água Rasa, Americanópolis e Aricanduva), de 10,05%.
O levantamento aponta ainda que 62,48% dos imóveis alugados em fevereiro foram devolvidos às imobiliárias.
Quanto à inadimplência, ela passou de 4,93% dos novos contratos em janeiro para 4,2% em fevereiro.
Fonte: Infomoney

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Preço do imóvel residencial em SP recua 5,2% em janeiro, aponta Creci-SP


Recuo no preço de imóveis usados em janeiro foi o primeiro desde setembro de 2011, quando houve baixa de 4,36%; já nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o preço médio da habitação cresceu 17,96%.

O preço médio dos imóveis residenciais usados no Estado de São Paulo registrou queda de 5,2% em janeiro ante dezembro, de acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

A queda foi revelada pelo Índice Creci-SP, que é composto pela média de preços de imóveis vendidos e de novos aluguéis contratados. Em janeiro, foram considerados preços de venda e de locação de 4.071 imóveis pesquisados em 37 municípios paulistas, incluindo a capital.

O recuo mensal no preço de imóveis usados em janeiro foi o primeiro desde setembro do ano passado, quando houve baixa de 4,36%, segundo dados da pesquisa. Já nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o preço médio da habitação cresceu 17,96%. 

Apesar do recuo no começo do ano, o mercado não deve ter uma sequência de baixas ao longo de 2012, avalia o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. Segundo ele, a queda nos preços em janeiro é tradicionalmente influenciada por fatores sazonais (mês de férias) e não chega a configurar uma tendência. "É uma época de entressafra e não vale para apontar uma direção", disse. 

Viana também acredita que, com a alta mais expressiva no preço dos imóveis novos, a procura pelos usados deve seguir forte. "O preço do imóveis novos estão ficando inibidores, incentivando o mercado dos usados".

Fonte: estadao.com.br


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Volta às aulas: confira as dicas do Procon-SP

ônibus escolar com crianças
Imagem: do site brasilescola.com
Com a proximidade do final das férias escolares, novamente iremos dedicar um espaço do nosso blog para orientar você sobre os seus direitos na compra de material, na contratação do transporte e também na devolução da taxa da matrícula escolar, caso tenha optado em matricular seu filho em outra instituição de ensino. Apesar já termos tratado destes assuntos, nunca é demais alertamos sobre os seus direitos e os abusos cometidos por alguns fornecedores.

Material escolar

Tema de bastante repercussão e com maior número de comentários em nosso blog, a compra de material escolar requer alguns cuidados para preservar a saúde do seu bolso.

- Antes de sair às compras, verifique quais os itens que restaram do período letivo anterior e avalie a possibilidade de reaproveitá-los. Em seguida, faça uma pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos. Levantamento do Procon-SP constatou diferença superior a 200% no preço de um mesmo produto. Veja mais sobre a pesquisa no site do Procon-SP.

- Algumas lojas concedem descontos para compras em grandes quantidades, portanto, sempre que possível, reúna um grupo de consumidores e discuta sobre essa possibilidade com os estabelecimentos;

- Fique de olho nas embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, que devem conter informações claras, precisas e em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor;

- Evite levar as crianças para fazer as compras, produtos com personagens, logotipos e acessórios licenciados, os favoritos de crianças e adolescentes, geralmente são mais caros;

- Evite comprar em ambulantes. Apesar dos preços mais baixos, o comércio informal não fornece nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou assistência do produto se houver necessidade.

- O Procon-SP alerta que as escolas não podem solicitar a compra de materiais de uso coletivo, tais como material de higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas com água, luz e telefone. Nem exigir a aquisição de produtos de marca específica; determinar a loja ou livraria onde o material deve ser comprado.

Fiscalização

Para coibir pedidos abusivos, na lista de material escolar e outras infrações ao Código de Defesa do Consumidor, o Procon-SP fiscalizou 248 estabelecimentos (entre papelarias, livrarias e escolas), 93 foram autuados. Veja mais aqui.

Uniforme Escolar

Somente se a escola possuir uma marca devidamente registrada poderá estabelecer que a compra seja feita na própria instituição e/ou em outros estabelecimentos pré-determinados. A Lei 8.907/94 estabelece que a escola deve adotar critérios para a escolha do uniforme levando em conta a situação econômica do estudante e de sua família, bem como as condições de clima da cidade em que a escola funciona. O modelo do uniforme não pode ser alterado antes de transcorridos 05 anos de sua adoção.

Transporte Escolar

Por ser um serviço que envolve a segurança, todo detalhe é importante. Por isso, antes da contratação, busque recomendações sobre o motorista com outras pessoas que já tenham utilizado o serviço. Procure referências sobre o profissional também junto à escola, ou no Sindicato dos Transportadores. Observe também:

- Como o motorista recepciona as crianças na porta da escola;

- As condições de higiene, conforto, segurança, se há um cinto de segurança para cada ocupante e se as janelas não abrem mais do que 10 cm;

- Se há outro adulto acompanhando as crianças, além do motorista no veículo;

- Se o serviço é cobrado durante os meses de férias (pode ser negociado um abatimento, por exemplo), ou se pode ser prestado fora dos meses normais (em caso de recuperação do aluno);

- Tente obter o endereço e o telefone do motorista.

Contrato

Ao firmar o contrato de prestação de serviço é preciso constar por escrito tudo o que for combinado entre as partes, principalmente a identificação e o telefone, bem como as condições gerais, como: período de vigência; horário e endereço de saída e chegada; valor da mensalidade; data e forma de pagamento; índice e forma de reajuste; percentual de multa e encargos por atraso no pagamento e condições para rescisão antecipada.

Em caso de cancelamento do contrato o pedido deve ser feito por escrito, com cópia protocolada, atentando-se para as condições acordadas na contratação.

Importante: em caso de falta do aluno o desconto proporcional no preço é uma questão a ser acordada entre as partes. Entretanto, se houver algum problema com o veículo ou com o próprio condutor, o serviço deverá ser prestado através de outra condução/motorista, com as mesmas normas de segurança.

O transporte escolar pode ser feito por autônomos, empresas ou escolas (no sistema de autogestão). Caso a escola possua transporte próprio ou mantenha convênio com algum motorista ou empresa, este deve ser optativo, desde que devidamente credenciado no estabelecimento.

Para saber se um condutor e o veículo estão autorizados para o transporte escolar, entre em contato com a prefeitura de seu município.

Devolução de matrícula

O Procon-SP entende que, se ainda não houve a prestação de serviço – início das aulas – não há justificativa para o valor não ser devolvido integralmente, salvo despesas administrativas efetivamente comprovadas, discriminadas por escrito e estipuladas em contrato.

A retenção integral do valor pago pela matrícula, que o consumidor deseja cancelar antes do período letivo, é prática abusiva nos termos do Código de Defesa do Consumidor. Mas, é importante ficar atento às regras para cancelamento da matrícula, que devem constar no contrato de maneira clara e precisa. No caso das condições para devolução serem apenas verbais, o consumidor deve exigir um documento por escrito contendo estas informações.

Em caso de dúvidas ou problemas, entre em contato com um dos canais de atendimento do Procon-SP. Na Grande São Paulo e interior, o você pode procurar o órgão municipal de defesa do consumidor.

O Procon-SP também realiza atendimento nos postos dos Centros de Integração da Cidadania (CIC) Norte, Leste, Oeste, São Luiz, Imigrantes e Feitiço da Vila. Veja os endereços aqui.

Abaixo a lista dos posts sobre volta às aulas, para que você vejas todas as orientações:





segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pesquisa do Procon-SP constata diferença de até 258,49% no preço do material escolar

Pesquisa de preço de material escolar realizada entre os dias 19 e 21 de dezembro de 2011 pelo Procon-SP constatou diferença de preço de 258,49% para um mesmo produto. Um apontador de lápis retangular com depósito para lascas que custava R$ 1,90 em um estabelecimento foi encontrado por R$ 0,53 em outro, diferença de R$ 1,37 em valor absoluto.

Na coleta realizada em janeiro de 2011 o lápis preto nº2 foi o item que apresentou a maior diferença, 163,16%. Em um estabelecimento ele podia ser encontrado por R$ 1,00 e em outro, R$ 0,38, diferença de R$ 0,62 em valor absoluto.

Os dados da pesquisa mostram que a zona leste foi a região que apresentou o maior número de itens, por estabelecimento, com preços menores ou iguais aos preços médios obtidos. A partir desta coleta, também foi possível detectar que um estabelecimento da zona norte foi o que apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço.  

Veja mais detalhes do levantamento no site do Procon-SP.

História

A primeira pesquisa de preço de material escolar, realizada pelo Procon-SP, foi feita em 1995. Conheça um pouco mais da nossa história na página de memória.

Dicas

Além da pesquisa de preço, nosso blog traz outras dicas para a compra do material escolar. Veja mais aqui.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Procon-SP nas Redes sociais

Procon-SP também está no Facebook e no Twitter

A Fundação Procon-SP criou contas nas redes sociais Facebook e Twitter, com o  objetivo  de  ampliar  a  visibilidade  de informações sobre a defesa do consumidor,  e  orientar  de  maneira  mais ágil e simples sobre direitos e deveres nas relações de consumo.

Além  da  orientação, os perfis também contarão com notícias sobre todas as atividades  do  Procon-SP,  incluindo  palestras, cursos, informações sobre fiscalização, recall e pesquisas de produtos e serviços.

Para  o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, a utilização das redes   sociais   amplia   a  possibilidade  de  dialogar  diretamente  com consumidor,  fornecedor  e  imprensa.  “Com  mais esse canal de comunicação atingimos  de  uma vez só várias metas, dentre elas disseminar conceitos de educação   para   o  consumo  e  responder  com  agilidade  às  dúvidas  do internauta”.
 
Para seguir o Procon-SP pelo Twitter o endereço é @proconspoficial. No Facebook a página é: www.facebook.com/proconsp. Fotos em alta resolução estão armazenadas em álbuns do Flickr: http://www.flickr.com/photos/procon-sp/sets/.

Os canais de atendimento para orientação e reclamação em casos de problemas no mercado de consumo são:

Orientações  - 151 (Só para a capital. Ligação gratuita)
Pessoalmente - de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h. Sábados, das 7h às 13h, nos postos dos Poupatempo, sujeito a agendamento no local.
- Praça do Carmo, S/N, Centro. Telefone: 0800-772-3633
Santo Amaro - Rua Amador Bueno, 176/258 - São Paulo - SP (próximo ao Largo Treze de Maio). Telefone: 0800-772-3633.
Itaquera - Av. do Contorno, S/N, Itaquera (ao lado do metrô). Telefone: 0800-772-3633.


Nos  postos  dos  Centros  de  Integração da Cidadania (CIC) Norte, Leste, Oeste,  São  Luiz, Imigrantes e Feitiço da Vila, de segunda à quinta-feira, das 9h  às 15h. Veja  os  endereços  aqui.

Fax - (11) 3824-0717.
Cartas - Caixa Postal 3050, CEP 01031-970, São Paulo-SP.

Na Grande São Paulo e interior, o consumidor pode procurar o órgão municipal.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pesquisa do Procon-SP constatou variação de até 68% nos preços de eletrodomésticos

Pesquisa realizada pelo Procon-SP, entre os dias 13 e 14 de outubro, constatou variação de até 68% nos preços de eletrodomésticos. Dos 78 itens pesquisados em oito estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo. Os produtos pesquisados foram: depurador de ar, fogão, forno de microondas, freezer vertical, lavadora semi-automática / tanquinho, máquina de lavar roupas, refrigerador 1 porta, refrigerador 2 portas e secadora de roupas.
 
O depurador de ar Twist, da Colormaq, foi  o que apresentou a maior diferença de preço. O produto foi encontrado pelo valor de R$ 149,50 em uma unidade da Lojas Cem (na Zona Norte), e  por R$ 89,00 no Extra Hipermercados (Zona Leste), uma diferença de R$ 60,50 (67,98%). O preço médio apurado pela pesquisa para esse produto foi de R$ 112,80.

Durante o levantamento observou-se que, além da variação de preços dependendo do estabelecimento visitado, há uma grande diferença de valores entre produtos de uma mesma categoria, resultado da diversidade de especificações, variedade de funções e recursos tecnológicos.

O estabelecimento que apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço (35 itens de 60 encontrados) foi o Ponto Frio da região Oeste. Lá a equipe do Procon-SP apurou 35 itens dentre os 60 encontrados no local com preço menor quando comparados aos demais locais pesquisados.

Veja mais detalhes da pesquisa e as dicas para o consumidor no site do Procon-SP

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Inmetro avalia 33 marcas de tênis: o resultado evidencia alto índice de não conformidade

diversos pares de tênis
Imagem: SXC
Para ajudar o consumidor a escolher melhor o tênis e oferecer um panorama sobre a tendência da conformidade desses calçados no mercado de consumo, o Inmetro selecionou amostras de 20 marcas de tênis, 15 delas do tipo adulto – sendo 07  para prática de esportes, principalmente corrida e 08 para uso diário – e 05 do tipo infantil.  Para escolher as marcas que fariam parte da análise o Inmetro tomou como base a freqüência com que elas apareceram nas pesquisas, considerando as marcas tradicionais ou líderes de mercado, bem como as que possuem os preços mais acessíveis.

O Inmetro também recebeu para análise 13 tênis irregulares, piratas que foram cedidas pelo Fórum Nacional de Combate à Pirataria e Ilegalidade – FNCP. Desse conjunto, 08 são para adultos e 05 infantis.

Os testes foram realizados pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTEC) que realizou três categorias de ensaios: biomecânicos (massa, distribuição de pressão, temperatura interna, amortecimento, índice de pronação e marcas e lesões); físico-químicos (possíveis danos quando submetido ao flexionamento) e substâncias restritivas (presença de ftalatos e chumbo) que será assunto de nossa próxima matéria sobre o tema.

As marcas de tênis destinados a adulto para uso diário analisadas foram:  Adidas (modelo Star 2 W); All Star (modelo CT 114); Bout´s (modelo Spiral Star); Kolosh (modelo K8071 Dakota);  Nike (modelo All Court);  Nike (modelo Shox Medallion); Rainha (Modelo Rainha SYS Hill),  Tryon (modelo Tryon Illusor) e Rainha (Modelo Rainha SYS Hill).

Em relação aos tênis adulto para atividades esportivas, foram analisadas as seguintes marcas: Asics (modelo Gel Nimbus 11),Diadora (modelo running Orbital W); Fila (modelo Power); Mizuno (modelo Wave Pro Runner), Olympykus (modelo Tera 1.0); Puma (modelo Tazon III) e Reebook (modelo Spectrum DMX).

As cinco marcas de tênis para crianças testadas pelo Instituto foram: Bibi (modelo College- 513010); Bical (modelo Colegial-256-04), Backyardigans (modelo club Baby), Junior (modelo Sapequinha – JP-900) e Pampili (modelo 197046).

O primeiro ensaio biomecânico verificou a temperatura interna do calçado. A elevação da temperatura na parte interna pode ocasionar odores, aumentar a concentração de umidade dentro do calçado, provocando a concentração de bactérias além de desconforto para o usuário, já que quanto mais alta a temperatura interna, maior será a liberação de suor pela pele. Assim, é de fundamental importância que os fabricantes produzam tênis que mantenham os pés do usuário seco, saudável e em segurança, pois um pé molhado dentro do calçado, além de ser desconfortável, também diminui a coordenação motora. Nesse item foram considerados não conformes 06 dos 08 modelos de uso diário (Adidas, All Star, Bout´s, Tryon e os Nikes nos modelos All Court e Shox Medallion) e 05 dos 07 de uso esportivo (Diadora, Fila, Mizuno, Olympykus e Puma). Os de uso infantil foram considerados todos Conformes. Os piratas, tanto para criança quanto para adulto foram consideradas Não Conformes nesse ensaio.

Outro teste realizado foi o que determina a massa do calçado. Nessa análise quanto mais leve for o calçado, mais confortável ele será. Por outro lado, quanto mais pesado, mais desconfortável. Todas as marcas de tênis adulto uso diário/lazer e de uso esportivo foram consideradas Conformes. Das 05 marcas de tênis infantil, 03 foram consideradas Não Conformes, são elas: Bibi, Junior Sapequinha e Pampili. Cabe destacar que um tênis muito pesado pode afetar o equilíbrio da criança, fazendo com que ela necessite realizar mais força para a sua locomoção.

Em relação aos tênis piratas o resultado geral foi: das 05 marcas analisadas para uso infantil, 04 foram consideradas Não Conformes e das 08 de uso adulto, 01 foi considerada Não Conforme.

Outra avaliação importante realizada pelo Inmetro se refere à distribuição da pressão plantar que verifica a distribuição do peso corporal dentro do calçado. Neste teste,  apenas um dos 33 modelos, um tênis pirata, foi reprovado. Na checagem da capacidade dos tênis de amortecer o impacto do peso do corpo sobre os pés, nenhum modelo foi reprovado. O mesmo aconteceu no teste de pronação que é o deslocamento do calcanhar quando você está caminhando. Quando esse deslocamento é muito excessivo, pode provocar rotações excessivas nas articulações do joelho.


O Instituto avaliou também a percepção do calce, que é uma avaliação qualitativa do usuário, considerando a sensação de bem estar, adaptação do calçado aos pés, flexibilidade do cabedal (parte de cima dos tênis) e do solado, além da sensação de segurança e estabilidade durante o caminhar. Após 30 minutos de marcha em esteira, todas as marcas analisadas de tênis adulto de uso diário, para esportes, e infantil foram consideradas Conformes. Dos tênis irregulares, apenas os destinados ao uso infantil apresentaram problemas nesse item. Das 05 amostras analisadas, 03 foram consideradas Não Conformes.

Para a além da percepção do consumidor em relação ao conforto oferecido pelo tênis,  também foi verificada a ocorrência de  marcas e lesões nos usuários. Para ser aprovado nesse item, o pé do usuário, após o uso do calçado, deve ter ausência total de lesões, percepção de uma ou mais áreas de pressão, sintomas de dor e/ou formação de bolhas. Nessa avaliação só uma marca de tênis adulto de uso diário/lazer foi considerada Não Conforme: a Kolosh.

É importante ressaltar que os tênis não devem provocar marcas, lesões e/ou bolhas e que seu uso deve ser percebido como “confortável” pelo usuário/consumidor. Esse ensaio reforça o bom hábito de, antes de comprar um tênis, experimentá-lo e caminhar com ele pela loja para se ter uma percepção do calce. Esse parâmetro também é importante porque contribui para a avaliação das dimensões das formas utilizadas na fabricação dos calçados, por numeração.

No ensaio físico-químico verificou-se a resistência do calçado à flexão.  Esse ensaio indica os possíveis danos quando submetido ao flexionamento, como, por exemplo, quebra da palmilha de montagem e/ou do acabamento do cabedal (parte superior do tênis), descolagem nas laterais, entre outros. Todas as marcas analisadas de tênis adulto uso diário e infantil foram consideradas Conformes nesse ensaio. Das 07 marcas analisadas de tênis adulto para uso na prática de esportes, 02 foram consideradas Não Conformes no ensaio de resistência do calçado à flexão. São elas: Diadora e Reebok.

Esse ensaio não foi realizado para todos os tênis irregulares e/ou piratas infantis devido à quantidade de amostras. As três amostras de tênis piratas infantis analisadas foram consideradas Não Conformes. Das oito amostras analisadas de tênis adulto pirata ou irregular, 06 foram consideradas Não Conformes. Foram observadas descolagem e ruptura das solas e quebra do cabedal, demonstrando que esse tipo de calçado não é resistente ao uso, ou seja, o consumidor, ao comprar um tênis pirata, sofrerá com a ruptura e/ou descolamento da sola, fazendo com que a sua vida útil seja reduzida.

Os resultados encontrados na análise de tênis demonstraram que a tendência do setor é a de estar em desconformidade com as normas técnicas de calçados vigentes.

O consumidor brasileiro deve ter em mente que, antes de adquirir um calçado esportivo, é conveniente avaliar não só características como o design, preço, marca e cor, mas, sobretudo características que lhe permita, em qualquer circunstância, proteger o seu pé sem prejudicá-lo ou causar-lhe qualquer dano. Para tanto, é necessário que o modelo do calçado esportivo escolhido seja adequado para as características intrínsecas do usuário e sua finalidade.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pesquisa do Procon-SP encontra variação superior a 950% nos preços de medicamentos

Pesquisa do Procon-SP aponta diferenças de preços de até 951,69% entre os medicamentos genéricos. O medicamento Diclofenaco Sódico (50 mg, 20 comprimidos) foi encontrado em um estabelecimento por R$ 9,36 e em outro por R$ 0,89, uma diferença de R$ 8,47 entre os dois locais.

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço encontrada, de 520,83%, foi no medicamento Propranolol Ayerst (Cloridrato de Propranolol), da Sigma Pharma (40 mg, 30 comprimidos). O maior preço foi R$ 7,45 e o menor, R$ 1,20. Diferença de valor absoluto de R$ 6,25.

Na comparação entre os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, constatou-se que, em média, os medicamentos genéricos são 58,47% mais baratos do que os de referência, o que pode representar uma grande economia ao bolso do consumidor. Por serem produzidos por diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Mas é bom lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias/farmácias. Logo, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica.

A equipe de pesquisas pode constatar que, do total dos itens comparados, o estabelecimento Walmart (Região Sul) foi o que apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço, foram 34 produtos dos 52 encontrados.

Vários fatores são determinantes de preço neste segmento do mercado, tais como: aplicação de descontos pode variar de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra; em algumas drogarias de rede, há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e site); há redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo uma política única de preços entre os franqueados.

Antes de uma criteriosa pesquisa de preço é interessante que o consumidor consulte a lista de Preços Máximos (PMC) dos medicamentos, disponível no site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), www.anvisa.gov.br. As listas de preços também devem estar disponíveis ao consumidor nas farmácias e drogarias, conforme determina a Resolução nº 4 da CMED de 09/03/11. Munido dessa informação, deve comparar os preços dos medicamentos entre os diversos estabelecimentos, como também os da própria rede, já que podem variar significativamente.

Sobre a pesquisa

A pesquisa comparativa de preços de medicamentos, feita de 28/09 a 30/09, envolveu 15 drogarias, distribuídas pelas 05 regiões do município de São Paulo. Foram pesquisados 52 medicamentos.

O levantamento dos preços em farmácia/drogaria (loja física), de médio e grande porte, escolhidas aleatoriamente, distribuídas pelas cinco regiões do município de São Paulo foi feito pessoalmente e validado com o responsável pelo estabelecimento.

Veja a planilha da pesquisa no site do Procon-SP

Orientação ao consumidor

- Evite comprar ou adquirir medicamentos sem bula e sem embalagem (caixa);

- Antes de comprar o medicamento verifique o prazo de validade;
- Verifique se o número do lote, prazo de validade e data de fabricação constantes na caixa do medicamento são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos;

- Guarde sempre o medicamento em local seco, arejado e fora do alcance de crianças;

- Tenha cuidado especial com remédios de formato ou aroma atrativo às crianças (formato de bichinhos, cheiro ou gosto de chiclete ou bala etc.);

- Todo medicamento deve possuir o número de registro no Ministério da Saúde;

- A Anvisa determina que a venda de antibióticos deve ser feita com a apresentação de receita médica em duas vias, com validade de dez dias, a partir da sua emissão, conforme Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 20, de 05 de maio de 2011;

- A ação "Saúde Não Tem Preço", lançada no início deste ano, tem como objetivo disponibilizar gratuitamente medicamentos indicados para o tratamento de hipertensão e diabetes nas redes de farmácias e drogarias credenciadas no Programa “Aqui tem Farmácia Popular”. Veja informações no site www.saudenaotempreco.com;

- As drogarias e farmácias devem etiquetar o medicamento com o preço de venda ao consumidor, não podendo ultrapassar o PMC (Preço Máximo ao Consumidor) calculado de acordo com o disposto nas Resoluções nº 1, de 28/02/2011 e de nº 4 de 09/03/2011, da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), em 31/03 as empresas produtoras de medicamentos foram autorizadas a reajustar os preços dos medicamentos.

O que é um Medicamento de Referência?*

Medicamento de Referência é um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro, conforme a definição do inciso XXII, artigo 3º, da Lei n. 6.360, de 1976 (com redação dada pela Lei nº 9.787 de 10 de fevereiro de 1999).

A inclusão de um produto farmacêutico na Lista de Medicamentos de Referência qualifica-o como parâmetro de eficácia, segurança e qualidade para os registros de medicamentos genéricos e similares no Brasil, mediante a utilização deste produto como comparador nos testes de equivalência farmacêutica e/ou bioequivalência quando aplicáveis.
 
A Comissão de Medicamentos de Referência é um grupo de trabalho instituído pela Anvisa, com a responsabilidade de selecionar os medicamentos que serão incluídos na lista, avaliar as indicações propostas pelas empresas interessadas e revisar a Lista de Medicamentos de Referência, mantendo-a atualizada com os dados de registro e comercialização.
 

O que é um Medicamento Genérico?*

Medicamento Genérico é aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica, apresentando a mesma segurança que o medicamento de referência no país, podendo este, ser intercambiável.

A intercambialidade, ou seja, a segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico, é assegurada por testes de bioequivalência apresentados à Anvisa.

*Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Juros Bancários caem, mas pegar dinheiro emprestado continua muito caro

cédulas de cem e cinquenta reais, e uma moeda de um real
Neste mês, a pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, constatou a segunda queda consecutiva da taxa média do Empréstimo Pessoal. Quanto à taxa média do Cheque Especial, detectou-se que após nove meses de alta, apresentou a sua primeira queda. Dos sete bancos pesquisados, dois reduziram suas taxas de empréstimo pessoal e três reduziram suas taxas de cheque especial. Em pontos percentuais as reduções não foram muito expressivas, o que demonstra ainda uma cautela do mercado financeiro. 

Empréstimo Pessoal - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,85% a.m., inferior a do mês anterior que foi de 5,86% a.m., o que significa um decréscimo de 0,01 ponto percentual.


As quedas verificadas nas taxas de empréstimo pessoal foram: 

Banco do Brasil – alterou de 5,39% para 5,35% a.m., o que significa um decréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,74% em relação à taxa de setembro/11;

Bradesco – alterou de 6,37% para 6,33% a.m., o que significa um decréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,63% em relação à taxa de setembro/11.


Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal.


Cheque Especial - a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,55% a.m., inferior à do mês anterior, que foi de 9,57% a.m., significando um decréscimo de 0,02 ponto percentual.


As quedas verificadas nas taxas de cheque especial foram:

Banco do Brasil – alterou de 8,49% para 8,45% a.m., o que significa um decréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,47% em relação à taxa de setembro/11;

Bradesco – alterou de 8,95% para 8,93% a.m., o que significa um decréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,22% em relação à taxa de setembro/11;

Caixa Econômica Federal – alterou de 8,27% para 8,20% a.m., o que significa um decréscimo de 0,07 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,85% em relação à taxa de setembro/11.


Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.


A pesquisa de taxas de juros foi efetuada por técnicos da Fundação Procon-SP no dia 18 de outubro e envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.


Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se às taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.


O levantamento deste mês se deu antes da sétima reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária, ocorrida nos dias 18 e 19 de outubro. Nesta reunião o COPOM decidiu reduzir a taxa Selic, em 0,50 ponto percentual. A taxa básica passou de 12% para 11,5% ao ano. O Banco Central resolveu baixar a taxa Selic, pois tem como objetivo impedir a desaceleração acentuada da economia nacional em função da crise internacional.


Portanto, o cenário continua desfavorável para os empréstimos financeiros, pois as taxas de juros continuam altas. O Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Desta forma, o Procon-SP orienta que o consumidor deve manter a cautela, procurando analisar todas as opções de empréstimos/financiamentos.

Veja mais detalhes da pesquisa no site do Procon-SP .

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Audiência pública da ANAC: Dê a sua opinião

Avião
O Procon-SP deseja saber a opinião dos usuários de transporte aéreo sobre a proposta da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC de estabelecer, através de resolução, a obrigatoriedade das empresas aéreas em compartilhar as instalações e sistemas de atendimento de passageiros (check-in; terminais de auto atendimento e controle do portão de embarque) e despacho de bagagens nos aeroportos brasileiros. 
O questionário estará disponível no site do Procon-SP até o dia 31/08. Para responde-lo, clique aqui.
A contribuição do Procon-SP na audiência pública sobre a  proposta da ANAC também será baseada nas suas respostas. Participe! 
Para saber mais sobre audiências e consultas, clique aqui.

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