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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Preço do imóvel residencial em SP recua 5,2% em janeiro, aponta Creci-SP


Recuo no preço de imóveis usados em janeiro foi o primeiro desde setembro de 2011, quando houve baixa de 4,36%; já nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o preço médio da habitação cresceu 17,96%.

O preço médio dos imóveis residenciais usados no Estado de São Paulo registrou queda de 5,2% em janeiro ante dezembro, de acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

A queda foi revelada pelo Índice Creci-SP, que é composto pela média de preços de imóveis vendidos e de novos aluguéis contratados. Em janeiro, foram considerados preços de venda e de locação de 4.071 imóveis pesquisados em 37 municípios paulistas, incluindo a capital.

O recuo mensal no preço de imóveis usados em janeiro foi o primeiro desde setembro do ano passado, quando houve baixa de 4,36%, segundo dados da pesquisa. Já nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o preço médio da habitação cresceu 17,96%. 

Apesar do recuo no começo do ano, o mercado não deve ter uma sequência de baixas ao longo de 2012, avalia o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. Segundo ele, a queda nos preços em janeiro é tradicionalmente influenciada por fatores sazonais (mês de férias) e não chega a configurar uma tendência. "É uma época de entressafra e não vale para apontar uma direção", disse. 

Viana também acredita que, com a alta mais expressiva no preço dos imóveis novos, a procura pelos usados deve seguir forte. "O preço do imóveis novos estão ficando inibidores, incentivando o mercado dos usados".

Fonte: estadao.com.br


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Especialistas afirmam que ainda vale a pena comprar imóveis para fins locatícios

De acordo com levantamento realizado pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), os aluguéis no Brasil vêm caindo. Porém, é preciso ter atenção com a informação. O presidente do Cofeci, João Teodoro da Silva, esclarece que os inquilinos não estão pagando menos, mas sim que os proprietários, atualmente, têm menor rentabilidade que antes. Segundo o estudo, nos últimos cinco anos, o retorno mensal médio da locação era de cerca de 0,65% do valor do imóvel, contra aproximadamente 0,5% hoje, com casos em que a rentabilidade não passa de 0,3%. No entanto, o economista Roberto Piscitelli adianta que, ainda assim, é lucrativo colocar o imóvel para alugar. Afinal, além do recebimento do valor do aluguel, existe a supervalorização do preço de venda da propriedade.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal (Creci-DF), Hermes Rodrigues de Alcântara Filho, conta que a situação da capital não é diferente do resto do Brasil. “Como os imóveis subiram muito, está havendo um realinhamento de preço dos aluguéis”, esclarece. “Os novos contratos estão subindo para acompanhar a valorização. Ou seja, não é que o preço do aluguel caiu, ele continua subindo, mas não acompanha a valorização do próprio imóvel, porque esta é muito maior”, explica. “Por isso consideremos que, na realidade, ele diminuiu”, complementa João Teodoro (Cofeci).

Assim como Piscitelli, Hermes garante que continua sendo um ótimo investimento comprar imóvel para aluguel. “Além do ganho com o aluguel, ainda tem a supervalorização do preço do imóvel caso ele queira vendê-lo mais tarde”, destaca o presidente do Creci-DF. Outra qualidade de alugar a propriedade para um inquilino é poder transferir a maior parte das despesas – impostos, manutenção, segurança – para os locatários. “Manter imóveis fechados é caro”, alerta Piscitelli.

O economista chama atenção para a especulação em relação ao preço dos imóveis. “Em várias situações as cotações são artificiais”, avisa. Por outro lado, como explica, é preciso levar em conta que nem sempre os valores anunciados ou pedidos são os mesmos das transações efetivamente realizadas. “Ultimamente, as pessoas estão investindo em imóveis mais em função das expectativas que se formam em torno de sua possível valorização, isto é, do ganho de capital que pode advir de sua negociação”, observa.

Piscitelli destaca que, nos últimos anos, deu-se uma significativa expansão do crédito destinado à construção e aquisição de imóveis. “É uma das modalidades que mais crescem, no Brasil, onde a participação ainda é modesta quando comparada, por exemplo, com os Estados Unidos”, completa. “Muita gente poderá enfrentar dificuldades com os financiamentos a longo prazo e baixa liquidez desses ativos”, avalia. O economista nota que alugar imóveis era uma alternativa mais procurada quando a inflação era elevada e as opções no mercado financeiro mais reduzidas. “O valor do aluguel, hoje em dia, é mais estável ao longo de períodos anuais. Por outro lado, o estoque de imóveis vem se elevando e com a melhoria dos indicadores de trabalho e renda mais gente tende a trocar o aluguel pela propriedade”, pondera.

Os aluguéis sempre foram baseados em percentual em relação ao preço de comercialização. Nos últimos anos, isso mudou porque o valor locatício não consegue acompanhar percentualmente a acelerada alta do valor de venda dos imóveis. “Os preços imobiliários subiram muito nos últimos tempos. É impossível o preço da locação acompanhá-lo. Talvez, futuramente, até se recupere, mas no momento não há condições para isso”, analisa o presidente do Cofeci.(CorreioWeb/LugarCerto)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Creci-CE faz campanha contra falso corretor


O mercado imobiliário em Juazeiro do Norte está super aquecido, com novas unidades


O aumento da especulação imobiliária na região do Cariri tem chamado a atenção de investidores do setor, e também dos que atuam de forma irregular nas transações de imóveis. Esses são os que querem obter um pouco dessa fatia dos lucros e o prejuízo maior acaba ficando mesmo com o consumidor. O alerta para os casos, com crescimento deste setor, principalmente em cidades como Juazeiro do Norte, é dos próprios corretores, que vêm realizando campanhas para combater o que chamam de falso corretor.

Atualmente são credenciados em Crato, Juazeiro e Barbalha cerca de 200 corretores. O delegado do Conselho Regional do Corretores Imobiliários (Creci - CE), em Juazeiro, Fagner Canuto Tavares, destaca condições favoráveis na cidade, como a questão do turismo religioso e o comércio forte. Esses fatores têm atraído investimentos nos últimos ano. Por conta do "boom" imobiliário, muitos empreendimentos têm sido lançados nos últimos anos na cidade, alterando a característica arquitetôni-ca, com a verticalização dos imóveis. E essas áreas passam a ser valorizadas com preços além da realidade.

Para o corretor, essa não é uma situação apenas de Juazeiro e região, mas em cidades de porte médio no Brasil, que têm experimentado crescimento nos últimos anos. Os novos investimentos, segundo ele, têm tomado uma proporção muito boa, mas, por outro lado, existe a especulação imobiliária. "Temos que combater essa atividade ilegal e evitar a especulação daquele profissional que não é habilitado para fazer a avaliação", diz.

De acordo com o delegado regional, o mercado hoje tem um índice de valorização muito acima da realidade. A valorização anual do mercado chega a 15%, e, hoje, com a especulação, ultrapassa 30%. Conforme o corretor, essa situação chega a um determinado patamar que o nível de preços dos imóveis fica muito afastado da renda de cada Município e é necessário haver um ponto de equilíbrio.

(DiariodoNordeste/ESantos)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Oferta de imóvel compacto cresce 54% em 2011

Os empreendimentos compactos de até um dormitório aparecem com cada vez mais força na paisagem paulistana. Em 2011, 6.577 unidades desse tipo foram lançadas na capital, alta de 54% em relação a 2010, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Frente a 2007, o aumento chega a 1.1131%.

Com alguns dos mais nobres bairros da cidade, a zona sul recebeu mais da metade dos novos em 2011 - ou 3.644 unidades. A microrregião do Brooklin, da Chácara Santo Antônio e de Santo Amaro, de acordo com definição da Embraesp, tiveram destaque especial no período, com 1.177 novos apartamentos - o maior resultado entre 28 microrregiões envolvendo a capital.

A incorporadora Even tem dois empreendimentos na área, totalizando 267 unidades compactas. "Como estamos muito próximos da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, imaginamos chamar executivos que queriam morar próximo do trabalho", diz o diretor de incorporação da empresa, Ricardo Grimone. O lançamento New Age Michigan fica, por exemplo, a aproximadamente 1,2 quilômetro do corredor corporativo.

O desenvolvimento do bairro da zona sul, na área de abrangência da operação urbana Água Espraiada da Prefeitura, é um atrativo, na avaliação do economista chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci. "O primeiro impacto para quem vai comprar um imóvel é o preço. Depois, a pessoa vê o apartamento. Se a região e o preço atraem, é mais fácil fechar negócio", diz.

O renascimento imobiliário da área do Baixo Augusta, no centro, também se refletiu em lançamentos de até um dormitório. A Bela Vista recebeu sozinha 1.159 imóveis desse tipo, 77,73% das novas unidades na tradicional área da capital.

A região central, com 1.491 apartamentos, apareceu como a segunda mais atraente para o produto em 2011. Com menos expressão, a zona leste recebeu 1.021 apartamentos, a zona oeste, 341, e a zona norte, 80.

Apenas duas unidades compactas pertencem a um lançamento horizontal na zona sul: o Residencial do Bosque, no Jardim da Saúde. "É claramente um produto de empreendimentos verticais", avalia o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompeia.

Cliente. Embora esses imóveis tenham boa aceitação entre engravatados e o público single eles atraem uma fatia mais ampla. Segundo Pompéia, compõe esse nicho jovens de classe alta em busca da primeira moradia, novos casais, homossexuais solteiros, viúvos, divorciados e casais mais velhos sem filhos em casa. "Vão morar num lugar menor, com uma vida na rua movimentada."

Os compradores de apartamentos de até um dormitório têm alto poder aquisitivo, e as moradias são relativamente mais caras. As unidades compactas tiveram o metro quadrado mais valorizado entre todos os padrões do mercado, avaliado em R$ 8.855,50. Com 46,29 m² em média, os custos de compra de uma unidade chegam a quase R$ 410 mil.

Justamente pelo elevado preço, os compactos têm também boa aceitação entre investidores. "Essa é a grande demanda deles. Hoje, há uma safra nova de poupadores que absorveu esses imóveis", diz o diretor de novos negócios da imobiliária Abyara Brasil Brokers, Bruno Vivanco. Segundo ele, o aumento nos preços dos terrenos e o alto retorno financeiro por metro quadrado explicam o interesse desses agentes do mercado.

Cenário. Os apartamentos de um dormitório não foram, contudo, maioria da cidade. Embora em trajetória crescente, eles ainda ficam atrás dos lançamentos de dois dormitórios, com 17. 313 unidades, e de três dormitórios, com 11. 091 imóveis. Cada região tem também peculiaridades. Conheça abaixo alguns dos destaques paulistanos em 2011.

Fonte: Estadao.com.br


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Corretor de Imoveis: Pesquisa mostra que é cada vez maior o numero de mulheres e jovens na profissão



Pesquisa do Creci revela que é cada vez maior o número de mulheres e jovens na profissão


Rio - Cresce o número de jovens e de mulheres entre os corretores no Estado do Rio de Janeiro, informa pesquisa do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-RJ). O estudo revela que 3.839 novos profissionais ingressaram no mercado em 2011. Deles, 35% têm menos de 35 anos e 40% são mulheres.

De 2007 para cá, o Creci-RJ registrou a entrada de quase seis mil mulheres na categoria. De 1970 a 2006, o conselho tinha pouco mais de sete mil corretoras inscritas.
Hoje, há 37.543 corretores de imóveis ativos no estado. De janeiro de 2009 a dezembro de 2011, o conselho constatou aumento de 27% no número de inscritos.


Renata, diretora da Fernandez Mera, diz que as mulheres são mais sensíveis | Foto: Divulgação

Mercado aquecido

Segundo o vice-presidente do Creci-RJ, Edecio Cordeiro, o cenário mostra que o mercado imobiliário continua aquecido. “Entregamos em dezembro 680 carteiras de corretores”, conta Cordeiro.

Ele ressalta que o número de mulheres que escolheu a carreira surpreendeu e destaca que o nível de escolaridade melhorou, porque a profissão deixou de ser um bico para se tornar a principal fonte de renda. “Um bom corretor recebe, em média, R$ 8 mil por mês”, explica Cordeiro.

A diretora de Vendas da Fernandez Mera, Renata Vivarelli, alerta que é preciso ter metas, não desistir e acreditar que a venda será concretizada. Há 12 anos no mercado, ela diz que o início é difícil porque o profissional ainda não tem sua carteira de clientes. “Mas basta ter determinação que os frutos serão colhidos”, afirma Renata, informando que o iniciante recebe R$ 3 mil a R$ 5 mil.

Na Fernandez Mera, já são mais de 200 mulheres, a metade do quadro. Na Champions Consultoria Imobiliário, também cresce a contratação de corretoras.

Rômulo Aquino, diretor da empresa, destaca o crescimento de jovens. “Não é mais uma segunda profissão. Antes, a pessoa se aposentava e virava corretor”, explica ele.

Tendência que se espalha

Na Champions Consultoria Imobiliário, a tendência de crescimento na contratação de mulheres também está presente. “Tivemos várias contratações de mulheres em 2011”, informa Romulo Aquino, diretor da empresa imobiliária.

Segundo ele, a profissão é muito procurada hoje em dia e oferece bons ganhos. “Atualmente, a maioria dos profissionais é bem sucedida. Em média, o corretor ganha, de comissão, de R$ 7 a R$ 8 mil. E o bem-sucedido recebe de R$ 15 a R$ 20 mil por mês”, garante.

Na imobiliária Lopes, também sobe o número de mulheres. Passou de 209 em 2010 para 308 no ano passado. (ODia)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Apartamentos com dois quartos são os mais vendidos em Rib. Preto, diz Creci


Em 2011, procura aumentou 25% em comparação ao ano anterior


Dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) apontam que o perfil do mercado imobiliário em Ribeirão Preto está mudando. Em 2011, a busca por apartamentos menores aumentou 25%, em comparação ao ano anterior. Segundo o Creci, os prédios com até quatro andares são procurados, principalmente, por casais jovens que estão começando a vida matrimonial.
Esse é o caso da corretora Carine Teixeira, que está com o casamento marcado para julho deste ano. Ela e o noivo compraram um apartamento de dois quartos ainda na planta. “A nossa intenção é, se conseguir comprar os próximos [apartamentos], sem ter que vender esse, melhor. Agora, se não tiver jeito, a gente vende esse e compra outro maior, até chegar ao apartamento que a gente espera”, afirma Carine.
Para o delegado do Creci-RP, Antônio Marcos Melo, o baixo custo e os incentivos governamentais também são decisivos durante a compra. Um apartamento com até dois quartos custa entre R$ 170 e R$ 230 mil reais. “Ele é mais modesto, mas, na maioria das vezes, atende tudo o que a pessoa quer. O empreendedor desenvolve o lazer, embora tenha apenas uma vaga na garagem e não ter elevador. Isso faz com que o custo fique menor”, diz o delegado Creci-RP, Antonio Marcos Melo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mercado imobiliário BH: O que esperar para os proximos meses?


Investimento é uma boa opção?

Vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, José Francisco Couto de  Araújo Cançado, diz que o imóvel ainda é um bem que tem espaço para continuar em ritmo de valorização (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, José Francisco Couto de Araújo Cançado, diz que o imóvel ainda é um bem que tem espaço para continuar em ritmo de valorização

Quando o assunto é aplicar as reservas econômicas pessoais, seja para zelar ou ampliar o patrimônio, sensações de medo, euforia e risco se misturam em uma equação difícil de solucionar. É certo que essa não é uma angústia que cabe a todos os brasileiros, afinal, o país ainda encabeça as listas de países mais desiguais do mundo, onde muitos ainda batalham pela sobrevivência. Mas por outro lado, o Brasil desponta também como economia em franco crescimento e terreno fértil para um variado perfil de investimentos. Um deles chama a atenção pela aceleração acima da média nos últimos anos: o setor imobiliário, que vem refletindo rapidamente a ascensão econômica de parcela significativa da população que, agora, realiza o que talvez seja o principal projeto de consumo de toda pessoa, a aquisição da melhor moradia possível para seu padrão de renda.

Belo Horizonte é uma cidade que sente na prática o superaquecimento do setor imobiliário. Muitos mineiros devem ter encerrado o ano se perguntando: “Até quando o preço do imóvel vai aumentar”? Não é para menos. Um estudo realizado em 2010 pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de MG (Creci-MG) mostra que, em dez anos, o valor da habitação aumentou 548%. Foi a maior alta entre os pesquisados na cidade e refere-se a imóveis de três quartos em bairro classe média. Veja tabela abaixo:

  

O dado leva à conclusão de que investir em imóvel é mesmo um excelente negócio. Mas o coordenador de pesquisas do Ipead (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da UFMG), Vanderlei Ramalho, explica que é preciso avaliar bem antes de fechar negócio. “Quando se trata de investimento, não há regra absoluta”, ressalta.

O gerente regional de habitação da Caixa, Marivaldo Araújo Ribeiro, concorda. “Investir em imóvel tem sido um excelente negócio no Brasil. Quanto tempo vai durar? Isso vai depender da capacidade do mercado em produzir unidades”, afirma.

"Investir em imóvel tem sido um excelente negócio no Brasil. Quanto tempo vai durar? Isso vai depender da capacidade do mercado em produzir unidades" - Marivaldo Araújo Ribeiro, gerente regional de habitação da Caixa
No fundo, para essa área, não é possível chegar a resposta certa e definitiva. Mas o que não falta é especulação sobre o assunto e, quando o objetivo é lucro, não existe palavra mais adequada. Pensar sobre o futuro é exercício essencial para impulsionar atitudes e realizar os planos.

Vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil MG (Sinduscon-MG), José Francisco Couto de Araújo Cançado, lembra que estudos recentes mostram que o imóvel ainda é um bem que tem espaço para continuar em ritmo de valorização. “O que realmente ocorreu foi uma recuperação de preço defasado por anos de crise no Brasil. O setor recuperou parte das perdas e, se pensarmos em mercado internacional, estão em patamar razoável”, afirma.

Cançado explica que é natural as pessoas reclamarem, já que o preço do metro quadrado em Belo Horizonte subiu muito e está no pico da alta. Mas ele conta que um estudo que compara em dólares o metro quadrado nos países emergentes, o valor mais barato é no Brasil. “Na China, Índia, Rússia, ainda é mais caro”, afirma.

O presidente do Creci-MG, Paulo Tavares, analisa o estudo realizado pelo órgão que apresenta um número exorbitante - 548% de valorização - e faz brilhar os olhos daqueles, que em meados dos anos 2000, optaram por investir no setor .“Aquilo foi uma euforia. Vamos sair dela e entrar na realidade. Todo mundo prefere a realidade, ninguém quer instabilidade”, observa.

Apesar do “boom” ou “bolha” - expressões usadas pelos analistas do mercado imobiliário para esse período - Tavares enfatiza: “Tenho 45 anos de militância na área, 15 de chaves (referindo-se ao trabalho como corretor). Eu não conheço nenhum ser humano que tenha comprado um imóvel e tenha perdido dinheiro”.(PortalUai-LugarCerto))

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Preço de venda de imóveis usados caem 2,43% em outubro de 2011 em SP


Os imóveis  usados ficaram 2,43% mais baratos em outubro de 2011, na comparação com setembro. Mesmo assim, de acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (22), o índice de vendas, que estava em 0,5491 em setembro, caiu mais de 33%, para 0,3667 em outubro.
Em 12 terminados em outubro, por sua vez, os preços acumulam alta de 12,39% e o índice de vendas evoluiu 17,49%.
Os imóveis usados com valor superior a R$ 200 mil continuaram sendo os preferidos dos paulistanos no décimo mês do ano passado, com participação de 63,16% das vendas.
Quando analisadas as regiões de São Paulo, o maior percentual de vendas foi registrado na zona C (Butantã, Cambuci, Ipiranga/Museu, Jabaquara, Santo Amaro), com 33,72% do total. Em seguida, está a zona D, que inclui bairros como Bela Vista, Jaçanã e Vila Alpina, que participou com 18,60% das vendas.
Na sequência aparecem a zona B (Aclimação, Alto da Lapa, Sumaré, Granja Viana, Jardim Marajoara), que participou com 18,02%, e a zona A (Brooklin - velho, Campo Belo, Pacaembu, Perdizes, Cidade Jardim), com 15,70% das vendas. Por fim, vem a zona E (Campo Limpo, Itaquera, São Miguel Paulista, Pedreira), com 13,95%.
PreçosConsiderando a faixa de preço abaixo de R$ 200 mil, que representou 36,84% dos imóveis vendidos na capital paulista, os mais procurados foram os de valor de R$ 161 mil a R$ 180 mil, com 21,05% da preferência, conforme tabela a seguir:
 Percentual de venda de imóveis
na capital paulista 
Valor do imóvel
(R$) 
Percentual
Até 40 milnulo
de 41 a 60 milnulo
de 61 a 80 milnulo
de 81 a 100 mil1,17%
de 101 a 120 mil1,17%
de 121 a 140 mil5,26%
de 141 a 160 mil4,09%
de 161 a 180 mil21,05%
de 181 a 200 mil4,09%
acima de 200 mil63,16%
Vendas
A maioria das vendas se deu com financiamento - 38,37% do total. As vendas à vista totalizaram 60,47%, enquanto que o pagamento direto aos proprietários respondeu por 0,58%, a mesma representação dos consórcios.(Infomoney)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SP - Vendas de imóveis usados recuam 5,4% em setembro


SÃO PAULO - A venda de imóveis usados no estado de São Paulo caiu 5,38% em setembro, frente a agosto deste ano, de acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (19).
As 1.466 imobiliárias pesquisadas comercializaram 942 unidades, o que fez o índice de vendas passar de 0,6791 para 0,6426, entre agosto e setembro deste ano.
Duas das quatro regiões analisadas pelo Creci-SP registraram queda nas vendas, com destaque para o interior, que viu as vendas recuarem 18,23% no período. Nas cidades do ABCD paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema), Guarulhos e Osasco, houve recuo de 9,11%.
Por outro lado, o litoral registrou expansão de 16,31% nas vendas de imóveis e a capital registrou alta de 1,91%.
PreferênciasNo nono mês do ano, foram vendidas mais apartamentos do que casas, com 51,59% e 48,41%, respectivamente, de participação entre as unidades comercializadas.
Sobre o valor do imóvel, é possível perceber na capital a preferência por aqueles acima de R$ 200 mil, que tiveram 57,08% de participação, de acordo com a tabela abaixo:

   Valor do Imóvel (R$)      Capital      Interior      ABCDOG*      Litoral    
Até 40 milnulo0,70%nulo3,40%
De 41 a 60 milnulo1,41%nulo5,34%
De 61 a 80 mil0,86%9,51%0,75%13,11%
De 81 a 100 mil1,72%15,14%11,94%7,28%
De 101 a 120 mil3,86%7,75%2,99%13,11%
De 121 mil a 140 mi9,44%12,68%3,73%5,83%
De 141 mil a 160 mil4,29%7,39%9,70%9,22%
De 161 mil a 180 mil18,45%11,62%9,70%9,71%
De 181 mil a 200 mil4,29%5,99%8,21%2,43%
Acima de 200 mil57,08%27,82%52,99%30,58%
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